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19 de mai. de 2013

Copas e Obras

     É fato que os grandes eventos movimentam a economia, aumenta o nosso prestígio internacional e melhora a autoestima dos brasileiros. Mas é triste ver o dinheiro aparecendo fácil para os jogos, enquanto se amarram todos para fazer escolas, hospitais, transporte de massa, segurança, salários e por aí vai. Dinheiro tem! Falta um pouco de povo na rua. É como disse uma amigo meu: dois milhões de pessoas pra ver o Cordão do Bola Preta, mas meia dúzia pra reivindicar um direito! Assim fica difícil...

18 de mai. de 2010

Herança dos grandes eventos

Desde os Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro que se fala em herança para a cidade sede. Projetos mirabolantes de transportes moderníssimos, estádios e equipamentos esportivos fantásticos e tudo o mais foi prometido. Bom, aqui no Rio a herança foi fraca. Nada de trem magnético suspenso e novas avenidas e corredores exclusivos para coletivos. Ficou só no estádio do Engenhão, construído no meio de um bairro saturado, cheio de ruas estreitas e sem estacionamento ou acesso por meio de avenidas. Vejamos o que será feito para a Copa e Olimpíadas. As questões do trânsito e do sistema de transportes são decisivas, pois as condições de mobilidade e segurança para os fãs do esporte, que assistirão aos jogos, já tem sido um fator determinante para a diminuirão do público presente aos grandes eventos esportivos, haja vista os números do Maracanã.  

27 de ago. de 2009

As escolinhas e o fim dos campinhos

As escolinhas de futebol proliferam por todos os cantos do Brasil. É certo que somos o país do futebol, mas antigamente se aprendia e se treinava quase que exclusivamente nos campos de várzea e campinhos nos terrenos baldios nos bairros. O que mudou agora e qual a razão do crescimento exponencial das escolinhas? Primeiramente, o futebol tornou-se um grande negócio, que movimenta bilhões, mobiliza a mídia, a população e atrai os jovens e suas famílias, que projetam um futuro promissor na carreira de jogador profissional, o que gera uma demanda também profissional na formação e cooptação de novos jogadores através destas escolinhas e divisões de base dos clubes. Esse fenômeno se potencializa com a penetração do capital privado neste setor, capitaneado pelos investimentos de empresários, nacionais e internacionais. Em segundo lugar, com o enorme crescimento urbano, os espaços disponíveis pra criançada jogar bola estão desaparecendo, ao mesmo tempo em que as escolinhas oferecem ainda a segurança que não se encontra mais nas ruas. Por tudo isso, parece que o profissionalismo e os interesses econômicos se integram cada vez mais ao processo de formação dos jogadores brasileiros, desde as raizes do nosso futebol, que estão nos bairros populares e na periferia das grandes cidades, através das quais ocorrem a mobilização e a adesão da enorme maioria do nosso povo. Se nessa nova realidade haverá espaço para novos artistas como Pelé, Garrincha, Zico e muitos outros, isso só o tempo dirá.