Aguardamos a chegada da nova camisa do Mengão. Aguardamos também por uma nova forma de jogar: jogadores mais próximos uns dos outros, mais gente na área adversária durante os ataques, e melhor preparo físico, especialmente dos mais jovens, que estão nitidamente frágeis fisicamente. Ficar dependendo das ultrapassagens do Leo Moura não resolve mais. Além disso, todos sabemos que jogo é jogo, treino é treino; esse monte de pré-temporada forçada está iludindo o time. Vejamos na estréia contra o Santos.
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19 de mai. de 2013
25 de ago. de 2009
Alerta vermelho no Rio
Fluminense, Botafogo e Flamengo instáveis e descendo a ladeira no Campeonato Brasileiro de 2009. Deixando os problemas administrativos dos clubes pra lá, salta aos olhos a diferença de preparo físico dos times cariocas para as equipes que estão no topo da tabela. Mal das pernas, nossos jogadores estão sempre em minoria nas jogadas, seja na defesa ou no ataque. Os matemáticos dizem que o Rio tem 97% de chances de ter um de seus times rebaixados pra segundona. Tá feia a coisa! É evidente que existem sérios problemas políticos nos grandes clubes do Rio de Janeiro. E num campeonato longo de pontos corridos, o mais competitivo do mundo, envolvendo 17 times campeões nacionais, e ainda exportando jogadores para os europeus, árabes e japoneses, quem não tem uma estrutura gerencial profissional perde fôlego. Superar isso é difícil, principalmente quando os negócios envolvendo direitos federativos e de imagem não servem para capitalizar os clubes. A cartolagem precisa aprender a ganhar dinheiro investindo na estrutura dos clubes.
25 de mai. de 2009
Ponto corrido ou mata-mata
Uma das características mais sensacionais do futebol é a possibilidade da surpresa. Nem sempre o melhor no papel ganha, nem sempre o time grande ganha e nem sempre o favorito ganha. E nesse aspecto o sistema de mata-mata que termina com uma grande decisão é o ícone. Fico pensando, o que seria dos campeonatos se não fossem as decisões. O que seria deste esporte sem as decisões históricas que fazem a cultura do futebol, gerando discussões intermináveis que ultrapassam gerações. Algumas duram décadas atravessando séculos e milênios. O que seria de nós amantes da bola. A vida seria mais chata é claro. Como é chato um campeonato que o campeão é consagrado num jogo desmotivado numa quarta-feira qualquer, num pequeno estádio do interior e contra um time que talvez esteja indo pro rebaixamento, ou pior, que esteja lá nas calmarias do meio da tabela de classificação. Nada contra os times do interior, mas nada supera o esplendor, a dramaticidade e a beleza de uma decisão domingo à tarde no Maracanã, Morumbi, Mineirão, Gigante, Olímpico e precedida de uma semana de acaloradas e engraçadas discussões. Heróis e vilões também não existiriam mais: Pet, Renato Gaúcho, Cocada, "o Ladrilheiro", Manga, Nunes, Rondineli, Maurício, Biro-biro, Assis, Gabiru, Dario, Paolo Rossi, Andrezinho... e por aí vai. Nenhum deles existiria, como herói ou vilão, se todos os campeonatos fossem de pontos corridos. É fato que esta fórmula atualmente adotada no Campeonato Brasileiro fortalece o lado comercial e a estrutura de longo prazo dos clubes, e mantém a competitividade por toda a tabela em função da ameaça do rebaixamento e qualificação para Libertadores e Sul Americana, mas perdeu boa parte do charme e da emoção sem as decisões. Então talvez seja preciso superar este modelo originalmente europeu, incorporando, valorizando e resgatando nossa tradição de jogos decisivos. Por que não disputar dois jogos decisivos entre os dois melhores colocados do campeonato, com vantagem do empate e mando de campo final para o primeiro lugar? Isso poderia acrescentar apenas mais uma semana no calendário e combinaria as duas fórmulas de disputa E a nossa vida seria mais feliz.
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