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21 de jul. de 2009

Um pouco atrasado

Sei que estamos atrasados no blog, mas não poderia deixar de falar de Corinthians x Internacional. Ronaldo Fenômeno está fazendo a diferença pro Timão. Tentei em vão torcer para o Colorado, meu primeiro time do coração dos tempos de infância em Porto Alegre, mas não consegui. Não dá para torcer por um time contaminado pela arrogância e a agressividade de jogadores como D´Alessandro. Haja vista o que ele aprontou no final do segundo jogo da decisão. Foi expulso e será suspenso merecidamente. Sou do tempo de Claudiomiro, Bráulio, Valdomiro, Paulo Cesar Carpegiani, Figueroa, Falcão e companhia, que tinham categoria. Do outro lado era o Grêmio, time que nós guris de Petrópolis dizíamos que só dava botinadas. Raça é uma coisa, truculência é outra! Triste também alguns torcedores do Grêmio, que se manifestaram de forma racista nos estádios, imitando barulho de macaco quando um jogador negro pegava na bola, após Máxi Lopez ter sido acusado de racismo contra um colega do Palmeiras. A CBF e a sociedade devem ficar atentas a fatos como esses. Violência, racismo, são coisas abomináveis das quais o futebol não precisa. Então torci mesmo pro Corinthians. Pelo menos o Ronaldo é Flamengo.

24 de mai. de 2009

Juan é suspenso 30 dias

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro suspendeu o lateral Juan do Flamengo por 30 dias. A punição foi por causa de sua atitude ameaçadora contra o meia botafoguense Maicosuel, na final do campeonato carioca 2009. A falta do Juan não foi violenta, mas sua reação manifestando revolta por ter levado um drible foi ridícula. Com o uso intensivo das câmaras de televisão nos estádios, o comportamento dos jogadores, juízes e torcedores é cada dia mais observado e criticado por todo mundo. O campo de futebol sempre foi um espaço que parecia estar ao largo das leis, acima do bem e do mal, onde tudo é aceitável por uma vitória. A ética dos gramados tem sido relativa, às vezes nem existe, e isso abre caminho para atitudes anti-esportivas e para a violência generalizada. Jogadores habilidosos apanhando sem parar de zagueiros trogloditas (lembram do Júlio Cesar do Flamengo - o entortador), cotoveladas, socos, cusparadas, juízes e gandulas sendo agredidos, e torcidas brigando à vontade, são cenas comuns e antigas nos estádios. Sem falar das manifestações de racismo que assistimos especialmente na Europa. Agora, os tribunais desportivos estão mais preocupados com esses comportamentos. Isso é bom porque qualifica o futebol como esporte e arte, e contribui para a diminuição da violência social difusa. Então a ética burra de não admitir drible bonito e criativo, porque isso humilha o adversário, deve ser banida para o bem do futebol. Do contrário, estaremos impedindo o aparecimento de novos craques e reprimindo o lado criativo e diferenciado do futebol brasileiro.